TRATADO SOBRE A TEOLOGIA DA EXCLUSÃO.

TRATADO SOBRE A TEOLOGIA DA EXCLUSÃO.

 

Por Ney Gomes (13/02/2010).

O CORAÇÃO DE TODO MAL.

 

            Como em um iceberg, o pior que se pode ver da teologia da Exclusão ainda é pouco. Não é de se admirar que mesmo depois de tanto tempo ela tenha sobrevivido. A teologia da prosperidade é o que fica sobre as águas, aparente, enganadora. Debatemo-nos contra os galhos, enquanto no oculto o tronco nos oprime e machuca. O cerne de todo mal, crescente em sua trajetória sempre vertical. A teologia da prosperidade é como as folhas que voam pelo ar seco e frio do outono. Como em toda verdade espiritual, a Teologia da Exclusão tem uma parte de sua natureza tangível, e é justamente a teologia da prosperidade; que nada mais é do que o total descaso com o bem estar do ser humano. Em sua carta aos Coríntios, Paulo afirma que os cuidados só com as coisas dessa vida, nos tornam os mais miseráveis entre todos os homens. A teologia da prosperidade nutre essa verdade em seus efeitos. Ela leva o homem ao pensamento errado sobre o desejo de Deus para a humanidade. Seu maior perigo é humanizar a mensagem de Cristo. Cristo se fez homem, isso é doutrina incontestável do Cristianismo, todavia, sua mensagem era divina, do alto, do Pai. Expressa ela em toda a Sua totalidade o desejo que Deus tem para o homem em sua eternidade perdida. Deus se manifestou para levantar o homem caído da terra. Enquanto que a teologia da prosperidade deseja levantar o homem caído na miséria e só. Essa teologia é somente uma artéria por onde sentimos o pulsar de um coração. E esse coração negro bate forte, impulsionando um sangue de escuridão no Corpo de Cristo. Adoecendo-o, e ao mesmo tempo, conquistando-o. A TEOLOGIA DA EXCLUSÃO nada tem haver com causas sociais, com fome, moradia e renda. Ela tem haver com liderança, com presença de propósitos divinos e eternos. Com verdades que vencem o efêmero, o casual, o temporal. Com homens que no lugar certo e fazendo o que é certo, expressam o profundo do coração de Deus. Como pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo. Homens semelhantes a Jesus, que se fez pobre por amor a nós; para que por meio de Sua pobreza nos tornássemos ricos para Deus.  

            No dicionário de termos Jurídicos, Exclusão significa afastamento da culpa ou justificativa de um ato. Excluir significa em Latim não deixar entrar, expulsar. E é nesse sentido que vou escrever sobre EXCLUSÃO.  Pois o desejo é que todos os homens se salvem, incluindo os que estão dentro.

 

 

O Maior perigo da TEOLOGIA DA EXCLUSÃO, é que ela produz ausência. Quando teve oportunidade de ir a Jerusalém Paulo se encontrou com os líderes daquela comunidade. Tiago, João e Pedro eram considerados "colunas da fé Cristã". Em virtude desse encontro ele foi orientado, como era feito de forma geral, a lembrar dos pobres e necessitados. Naquele tempo a igreja era dotada de um poder moral que sempre lembrava o que devia ser feito com os valores do Evangelho e que resultavam de sua anunciação. Tragicamente as igrejas não possuem mais uma liderança dessa natureza, e como em Juízes, em cada lugar cada um faz o que lhe parece direito. Sem referenciais há uma rápida fuga dos valores conquistados pelo Evangelho e um retrocesso na Obra feita pelo Espírito no coração dos homens.  Na ausência de colunas morais, toda a prosperidade conquistada desaba antes mesmo de produzir progresso. A igreja de hoje levanta grandes templos. Mas, não consegue levantar o padrão moral da sociedade. Em algumas cidades sua presença é considerada tão desnecessária que o Plano Diretor Urbano proíbe a sua construção em determinados bairros. Quero denunciar aqui que já existe entre nós uma liderança monástica, isso é, pastores que só saem de casa para dirigir culto somente. E essa é a manifestação máxima dos valores da Teologia da Exclusão (continua... ).

 

 
Obs: Os irmãos sabem que já venho a meses anunciando esse artigo sobre a T. da Exclusão, no entanto, apesar de ter todo esboço pronto, foi me dado outra direção pelo Espírito no meado do ano. Então resolvi publicar sem compromisso as quatro primeiras coisas que sobre isso escrevi. Tenho muito a dizer sobre isso, e talvez nesse momento ainda mais. Mas só Deus sabe quando eu o farei.
Um abraço a todos!

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