Identidade Pedro - DUVIDAR É BENEFÍCIO DE QUEM CRÊ.


DUVIDAR É BENEFÍCIO DE QUEM CRÊ.
Então Jesus lhe responde: "Vem!" E Pe­dro, deixando o barco, andou por sobre as águas e foi na direção de Jesus.   Todavia, reparando na força do vento, teve medo, e começando a afundar, gri­tou: "Senhor! Salva-me!" Jesus estendeu imediatamente a mão, segurou-o e lhe disse: "Homem de pequena fé, por que duvidaste?".
(Mat 14. 29- 31 – KJA).

A teologia não é exata quanto à quantidade de passos que Pedro deu sobre as águas daquela noite escura. Mas, eu estou bem certo, de que ele andou o suficiente para receber um dos grandes benefícios de quem realmente crê: Duvidar.
Durante anos, convivi com homens que jamais afundariam em tal situação. Eram perfeitos demais; dentro de seus terninhos de poder e solidão. A gravata bem alinhada dava testemunho de quem em suas vidas nada acontecia de errado. Ao salvar Pedro daquela escuridão que lhe consumia o ânimo (v. 27), Jesus demonstrou o desejo de Deus, de salvar os que também duvidam. Os teólogos da prosperidade me detestarão ainda mais, e alguns, me terão ainda mais por idiota. No entanto, essa é uma verdade que preciso declarar. Dúvida não é incredulidade; dúvida é um lapso de fé; um ponto escuro, numa enorme folha branca. Sobre as águas, Pedro andou o suficiente para duvidar dele, de tudo e de Deus. Dúvida é afundar, incredulidade é nem sair do barco! Pedro foi realmente um grande homem, e nesse grande homem, Jesus levantou um grande líder.
Já tive duvidas na hora errada e na hora certa. E nunca – como Pedro – me senti punido por isso. Duvidar na hora errada, me causou alguns atrasos. Mas, quando duvidei na hora certa, salvei a saúde me minha moral Cristã. Aprendi a temer gente que não duvida das próprias coisas que fala; gente certa demais e que têm sempre razão. Ainda bem que Pedro afundou! Caso contrário, a igreja jamais suportaria os fracos e doentes. Jamais acolheria os pobres de espírito, jamais teria pão para dar aos que tem fome de justiça. Os incrédulos jamais entram no barco, e se entram não se aventuram a sair, sem a certeza de que terão triunfo sobre as ondas bravias.

A igreja não poderia ser confiada à melhor pessoa. Conheci algumas pessoas que durante a sua trajetória ministerial nenhum erro cometeram. No entanto, no dia que foi preciso, não conseguiram fazer a coisa certa. Pedro foi o contrário disso. Errou em tudo o que podia errar, mas, no dia que foi preciso, fez e falou tudo corretamente (At 2). Os erros que cometeu fizeram dele um homem de emoções maduras. Pessoas perfeitas são intransigentes, e Pedro não era assim. Por isso, Jesus o escolheu para líder do colégio apostólico, lhe entregando as chaves do Reino (Mt 16. 19). Alguns de meus antigos líderes teriam dado a Pedro o sábio conselho de não sair do barco, arriscando assim a sua nobre posição ministerial. Diriam eles: – Não vá Pedro! Pois se você afundar, irá desacreditar seu ministério para sempre! Pedro, com certeza teria acatado seus conselhos e a igreja, bem; essa não teria passado do primeiro século!

Ney Gomes.
           "Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10


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