[4. 12, 13] COLOSSENSES. RECURSOS INESGOTÁVEIS.

COLOSSENSES. RECURSOS  INESGOTÁVEIS.

"Epafras, outro que pertence ao grupo de vocês e é servo de Cristo Jesus, também manda lembranças. Ele sempre pede a Deus com fervor por vocês. Sim, pede a Deus que os faça sempre firmes, espiritualmente adultos e prontos a cumprir tudo o que Deus quer. Eu posso afirmar que ele trabalha muito por vocês e pela gente de Laodicéia e Hierápolis."

 (Cl 4. 12, 13 – BLH).

O Reino de Deus (igreja) é feito de pessoas, isso é lição básica de EBD. Essas pessoas das quais falamos, muitas vezes precisam de investimentos pesados, a fim de manifestarem o que realmente devem ser. E a grande questão é: De onde tiramos recursos para investir nos outros?

A construção básica do cristianismo é feita com amor, um amor que muitas vezes deve existir abundantemente no que estamos construindo – relacionamentos –.

Quantas vezes ejetamos na obra de Deus recursos de nós mesmos para a construção de relacionamentos, apenas por comodidade (preguiça). Por não gostarmos de orar, construímos relacionamentos com nossos próprios recursos. Se você é uma pessoa boa, deve estar pensando qual o problema disso. É simples, seus recursos não são inesgotáveis nem tão pouco renováveis. Começamos grandes amizades e irmandades que não podemos concluir, por precisarem de recursos maiores que nós mesmos. Epafras era uma máquina de bem estar; estar ao seu lado era estar com alguém que gostava de falar com Deus, e ouvi-lO.

Idiotice! É a palavra que resume o que queremos fazer na igreja de nós mesmos. Construir um Reino Eterno com recursos perecíveis e duvidosos. Oramos pouco, por que não buscamos recursos de Deus, adoramos pouco, por que somos míopes espirituais, o que também é fruto de orarmos pouco. Quero ser como Epafras, zeloso com Zelo de Deus. Quero ser como Paulo, perdoar com o Perdão com que Cristo nos perdoou. Quero ser como João, amar com o Amor com que Cristo nos amou. Pedro depois que entendeu que Jesus o perdoou, passou a entender os problemas alheios e as falhas de compreensão dos outros, e também passou a ter Cristo como fonte de recursos para investir em seus relacionamentos. Jesus amou Judas até o fim, pois o amou com o amor do Pai, e não com o amor de sua natureza humana. Acreditou em Judas até o último minuto chamando-o de "amigo" (Mt 26. 47, 50).

Nossa covardia brota da verdade básica de que usamos pouco dos recursos que Deus nos tem oferecido (Rm 5. 5). Daí haver na igreja tantos projetos inacabados, tantas pessoas decepcionadas (gente construindo com recursos de seus próprios corações). Toda rejeição é sinal de pouco amor e muita prudência, uma mistura perigosa para o crescimento do Reino de Deus. Quem tem em sua vida recursos de Deus, não ama de palavras, mas sim de fato, com obras e de verdade (I Jo 3. 18). João aprendeu isso e eu também estou aprendendo.

Ney Gomes.
"Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10

 

 

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