C. de Eliseu - E Que Viva a Diferença!

Comentário 03.

E QUE VIVA A DIFERENÇA!

 

"Quando os discípulos dos profetas, vindos de Jericó, viram isso, disseram: "O espírito profético de Elias repousa sobre Eliseu".

 

"Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em uma língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja".                                  (2 Rs 2. 15/ I Cor 14. 26 - NVI).

 

Se a unção tem brilho, ela é produzida pela personalidade. Característica que torna a vida de Deus em nós em algo sem igual (Mt 11. 11). Nada fere mais a comunhão da igreja do que a imitação vulgar de dons e ministérios, por parte daqueles que ainda não se encontraram ou não nasceram de novo. Elias foi um homem sem igual, e isso talvez fosse uma tentação enorme para quem quisesse demonstrar um padrão de espiritualidade como o dele. Mas isso não passa de uma tentação, pois a vida com Deus só se faz de uma forma muito particular e íntima. E Eliseu sabia disso, e conduziu sua liderança profética de uma forma muito dele. Os grandes homens da História Cristã sempre foram bem diferentes de seus mestres (At 15. 36-40). Foi assim entre Jesus e Pedro, Pedro e Marcos, Barnabé e Paulo e Paulo e Timóteo. Igualdade de idéias nunca foi um bom sinônimo de espiritualidade Cristã (II Pe 3. 16/II Tm 1. 6 – Paulo exorta Timóteo a exercer o dom que Deus lhe havia confiado através da imposição de suas mãos).

Eliseu conduziu sua liderança de forma menos agressiva, numa demonstração clara que dirigiria ele próprio o seu ministério, que evitaria rótulos e o fim prematuro de sua autoridade divina. O discípulo não precisa e não deve ser uma cópia fiel de seu mestre. Quando leio a Carta de Paulo aos Efésios, vejo claramente que as diferenças é que reforçam sua unidade (Efé 4. 16). Onde, cada um contribui com o que é e com o que sabe fazer (I Cor 14. 26/II Cor 5. 17). Referindo-se aos DONS de Cristo à igreja, Paulo usa o termo grego (dorea) que significa "presente", isto é, nossa individualidade enriquecida pela vida regenerada, edifica a igreja como organismo vivo e dependente de seu todo. Aprendemos com a vida de Elias e Eliseu que o caráter daquilo que aprendemos é que deve ficar guardado em nossos corações e passar de geração a geração como aquilo que realmente é o mais importante (Dt 6. 5, 7/Pv 22. 6). Eliseu reteve todo o princípio moral de vida de Elias, e aliado ao seu próprio estilo, se tornou no profeta mais poderoso em milagres pessoais do Antigo Testamento. Copiar o estilo das pessoas não deixa de ser uma espécie de fórmula mágica, onde se acredita que o segredo está no exterior (At 19. 13). A individualidade obriga o mundo a olhar para Deus, e o exemplo disso é que não houve mais um homem como Moíses (Dt 34. 10/II Pe 1. 15).

        Mas Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Paulo disse: "Pela graça de Deus sou o que sou!" (I Cor 15. 10).

Essa expressão poderia ser o lema da bandeira dessa igreja que alega estar na vanguarda da luta moral/ética de se tempo. Nosso Deus é o Grande Eu Sou, Paulo era Paulo e se quisermos acrescentar algo de bom à igreja é melhor entendermos que isso deve nascer de nosso particular com Deus (Gl 1. 12).

        Melhor do que seguir um bom exemplo é ser um bom exemplo! (I Cor 11. 1).

 

Ney Gomes.
"Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10

 

 

 

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