Poesia - Nome e Razão Social.

NOME E RAZÃO SOCIAL.

A Barriga evidenciava a proximidade
E a felicidade não deixava dúvidas
Na sala, sentados eles pensam nomes
Pedro, diz ele.
Não! Evasivo demais
Juan? Não, muito sedutor!
Ela diz: Francisco!
Não, acaba virando apelido
Que tal, Bruno?
Não! Parece surfista que não cresce.
Ele disse: E Romário?
Ela falou: Não!!! Ele nasce em Maio, de Touro.
Que tal Nicodemos?
Parece que nasceu velho, não.
Que tal Severino?
Não, soa Cabra da Peste demais!
Que tal Cícero?
Não! Soa muito cúmplice!
Sua sogra pensou Antunes, disse ela
E ele vai vender móveis por acaso? Não!
Eu pensei Anderson.
Sofisticado disse ela, anota aí!
Que tal Vinícius? Continuou.
Soa forte, parece bem Rocky Balboa!
Eu também pensei José.
Meu bem! É nome de criança, não de coelhos!
Que tal Samuel? Disse ele.
Não! Não quero meu filho ouvindo vozes à noite!
E Paulo? Hummm! Só se for Paulo Sérvulo!

Eles pensaram tantos nomes
Mas, anotaram somente alguns poucos!
No outro dia, na mesa, tomando café
Com os primeiros raios de sol sobre o pão
Ele larga a xícara e diz:
Nessa noite eu pensei em Jesus!
E ela, ainda no espírito do dia anterior diz:
Meu bem! É lindo, mas é muito Salvador!


Ney Gomes. Nem pensar! 12/08/2011.











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