C. de Eliseu - Poder Moral.


Comentário 09.
P O D E R  M O R A L .

“Mas Josafá perguntou: Será que não há aqui profeta do SENHOR, para que possamos consultar o SENHOR por meio dele? Um conselheiro do rei de Israel respondeu: "Eliseu, filho de Safate, está aqui. Ele era auxiliar de Elias". Josafá prosseguiu: "A palavra do SENHOR está com ele". Então o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom foram falar com ele”.                                                                                                                 
                                                                                                                          (2 Rs 3. 11, 12).

“Porquanto João dizia a Herodes: "Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão".  Assim, Herodias o odiava e queria matá-lo. Mas não podia fazê-lo, porque Herodes temia João e o protegia, sabendo que ele era um homem justo e santo; e quando o ouvia, ficava perplexo. Mesmo assim gostava de ouvi-lo”.                                                                                                (Mc 6. 18, 20).

            Um das qualidades principais de Eliseu se encontra também na vida de homens como João Batista, Estevão, Paulo e João, o apostolo: – Poder Moral –.
O Sacro Escritor de Hebreus nos aconselha em sua carta que a melhor solução para fugir do pecado é olhar para Jesus, autor e consumador de nossa fé (12. 2/Col 2. 6, 7). Jesus, nosso exemplo máximo de conduta, confiava em Deus, tinha vida santa e integra na palavra. Eliseu tinha esses requisitos bem preenchidos em sua vida. Ele desafiava reis, nobres e plebeus com a mesma naturalidade; alias, faz parte do ofício profético colecionar inimizades (2 Rs 6. 20, 23). Poder moral é não ter dividas espirituais e sociais. Pois esse era o caráter mais forte da profecia do Velho Testamento (Rm 13. 8/Mt 5. 23, 24). O profeta da velha aliança devia mostra em sua vida inflexibilidade moral ante os valores e poderes desse mundo, enfim, ser incorruptível (Ef 6. 24/ 2 Pe 1. 4, 10/Ez 22. 28). Devia também influenciar mais pela sua conduta, do que por suas palavras. E é esse tipo de profeta que a igreja deve apresentar ao mundo de hoje. O amor de Deus que conquista os homens é um amor sem interesse esdrúxulo, e essa essência desinteressada é a mesma essência da profecia que o mundo precisa ouvir (I Cor 13. 5 - Nos tempos de Eliseu, muitos profeteiros ficavam a redor da mesa do rei comendo de sua delícias, bebendo de seu vinho e usufruindo dos corredores do palácio real). Faltava-lhes amor de Deus. E o amor, é a virtude sempre ativa do Espírito. O pastor Ricardo Robortella, em uma publicação na internet, do dia 29/09/2006 disse o seguinte: “A principal função de um profeta é tocar nos fundamentos da igreja e viver ardentemente pela verdade. Um verdadeiro profeta de Deus queima pela justiça e zela pela verdade”.
As orações de Eliseu rasgavam os céus e alcançavam o coração de Deus. Devido a isso, Ele fazia por Eliseu coisas até então impensáveis (2 Rs 4. 14, 17/Sl 81. 13, 16). O mundo não precisa de profetas por impulso, nem de profecias ocasionais, o que o mundo precisa é de profetas vocacionados (Jr 1. 5/Is 49. 1/Gl 1. 15 – 4. 4), que preguem com conduta e por convicção daquilo que vivem e acreditam. Jesus apontou João Batista como um homem incomparável (Mt 11. 1-15), e creio eu, que isso Ele dizia de seu caráter como profeta. Olhando a vida de homens como João Batista e Eliseu, nos certificamos que a autoridade profética, não reside no impulso, nem tão pouco na inspiração cúltica (profecias de cultos públicos), mas na vocação daqueles que se sentem chamados a pregar a Palavra de Deus aos homens (Ez 2. 4, 6). João Batista em sua coragem profética foi sem igual e, contudo, a única experiência espiritual que teve foi ver o Espírito Santo descer sobre Jesus em seu batismo. Experiências sobrenaturais não fazem de ninguém um representante legal de Deus na terra, e isso é um fato comprovado na vida de João Batista (Mt 7. 22-29). O mundo em que vivemos, tal como nos dias de Eliseu e João Batista não pode esperar mais o impulso ou a inspiração, os dias são maus e difíceis.
Se de fato não somos, o mundo jamais vai deixar de ser (Mt 5. 13/Rm 12. 1, 2/2 Tm 4. 2).



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