C. de Eliseu - Sempre Na Contramão.

Comentário 16.

SEMPRE NA CONTRAMÃO!

 

"Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: "O que posso fazer em seu favor antes que eu seja levado para longe de você?" Respondeu Eliseu: "Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético".                                 

                                                                                                       

"Quem poderá subir o monte do SENHOR? Quem poderá entrar no seu Santo Lugar?"

 

"Que significa ele subiu, senão que também havia descido às profundezas da terra? Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas".                                                                                                  

 

(2 Rs 2. 9/Salmo 24. 3/Ef 4. 9).

 

Havia muito que não chovia em Israel, e a poeira de toda essa sequidão parecia cobrir também o bom senso do povo que carregava sobre si e sobre sua História o nome de Deus. Aqueles dias, além de secos eram maus; o rei Acabe se tornava cada vez mais desvairado e Jezabel concretizava passo a passo seus planos de levar os Israelitas a beijar Baal Melcarte de Tiro, seu padroeiro (I Rs 18. 4). E por causa de sua luta contra tudo isso, o escritor sagrado teve pouco tempo de nos revelar o lado mais poderoso do ministério de Elias.

Quando Elias não estava trovejando sobre os pecados de Acabe, Jezabel e Acazias, ele estava servindo os santos (servir do grego sumphero; significa beneficiar, oferecer vantagem). Não podemos fazer nada pelos homens se não nos colocarmos a sua disposição, admitindo que o que temos e o que somos pertence a Deus (2 Rs 1. 13-15). Nem as faíscas de seus constantes confrontos, nem a intensidade de suas experiências espirituais conseguiram lhe roubar o objetivo de seu coração. E se engana quem acha que Elias foi apenas um grande profeta, no Reino de Deus ninguém é maior do que aquele que serve e ninguém ordena mais, do que aquele que obedece. O único momento em que contemplamos o serviço aos santos de Elias, satisfaz completamente nosso entendimento naquilo que diz respeito ao seu ministério tão poderoso.

Nem a iminência de encontrar o Senhor e de estar com Ele para sempre, tirou de Elias a decisão de atender aos outros em seus pedidos e necessidades (2. 9). Essa verdade não me deixa dúvida na sentença que vou proferir agora: "Nossa espiritualidade, não pode ser motivo de nos afastar dos homens, de suas mazelas e angústias" (Tg 2. 15, 16). Nessa altura da História, quem se preocuparia em atender o desejo de um servo estando prestes a ter a experiência mais poderosa que um mortal pode ter?

Elias, Eliseu e nosso Senhor Jesus nos ensinam que só alguém que é capaz de descer tão baixo pode subir e habitar no mais alto dos céus (Efé 4. 8-11/Fil 2. 5-10). Eliseu aprendeu com o coração que o maior servo de Deus é também o mais servo de todos (Mc 10. 45).

 

Ney Gomes.
               "Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10

 

 

 

 

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