Devocional Especial - O DEUS APRISIONADO! (Ex 33. 12- 23)





O DEUS APRISIONADO [Ex 33. 12- 23].

Um desejo natural de experimentar mais daquilo que é bom, fez com que Deus nos revelasse uma das verdades mais profundas sobre Sua divindade (33. 18). Descobrir o amor de Deus é fantástico para qualquer homem, e não foi diferente para Moisés (Ex 33. 12- 23). Ao sentir que o Vento lhe era favorável, pensou logo em “oceanos mais distantes”. No entanto. Foi impedido por Deus, que decidiu revelar muito mais do que até ali, havia sido mostrado (Ex 6. 2, 3).

“Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer”. (Êx 33:19)

O Eterno não se permite ser refém de Sua própria revelação. E antes que Moisés pudesse lhe aprisionar em um ‘falso conceito’, Deus decide ampliar o entendimento sobre Si mesmo! Moisés estava até então, sendo guiado pelo que o próprio Deus lhe havia revelado. Amor, compaixão, misericórdia, aceitação e amizade. Para Moisés era a hora de esquecer o “bezerro de ouro” e descansar com todo o seu ser no amor de Deus.

De alguma maneira, que não posso definir, descrever ou ilustrar, Deus percebe que a ambição saudável de Moisés lhe sairia caro demais (II Co 5. 19). Deus não pode ser “encarcerado” dentro da mensagem de amor que define Sua natureza, para daí, ser apreciado como um raro ‘animal exótico’ (I Tm 1. 17). É verdade que Ele é amor e descanso para os que com Ele se relacionam corretamente (34. 14/Sl 34. 10 e 19). Mas se levado ao extremo, não Se permite ser testado, coagido. Não podemos “apodrecer” o Criador de todas as coisas, Possuidor dos céus e da terra, numa mensagem de amor sem responsabilidade. Se isso acontecesse, seria melhor para o povo ter ficado com o “bezerro” (34. 7).

Não podemos usar o amor de Deus para fazer dEle o nosso refém [hipergraça]. Não podemos sequestrar Deus, encarcera-lo, restringi-lo em Sua revelação (II Co 12. 8, 9). Deus é em Seu todo, enigmático, inacessível em Sua plenitude (Sl 104. 2/I Tm 6. 16). Mas em tudo o que nos é compreensível; tangível! (Gn 32. 30/Jo 3. 16). A maioria dos homens jamais se preocupará com os limites, mas Moisés foi informado que eles existem, e que precisavam ser respeitados (Dt 29. 29/Jo 1. 18). O Amor é o que de Deus podemos ver e testemunhar perfeitamente. Tudo mais, aquilo que significa a soma total dos seus atributos e poderes [pleroma], se conservam em mistério para nosso próprio bem (Jó 38. 4/Sl 139. 6).

 “Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma”. (Rm 9:14) 

Se Deus não reage às palavras de Moisés, Seu próprio amor lhe serviria de máscara de ferro. Ele seria o prisioneiro da própria imagem de Seu amor. Moisés teria conseguido esquecer o “bezerro” totalmente e nós, jamais teríamos preocupação em viver uma vida que agradasse a Deus (34. 27/Gn 26. 5). Estar em amor, é estar em Deus sem o risco de atrapalhar os Seus planos. Pois quem cumpre o amor cumpre a toda a lei e conhece a Deus (I Tm 1. 5). Mas o amor, é um lugar que em si, Deus escolheu para nos abrigar e aceitar. Ele está muito além de ser somente amor e de ser definido pelo que podemos ver, sentir ou academicamente elaborar! Deixou claro para Moisés e para nós, que Ele é Deus, e que o amor é um atributo de sua perfeita emanação. Ele pode se mover como desejar, sem se importar com as definições que criamos e que usamos para tentar lhe restringir (Rm 9. 18). Ele pode fazer aquilo que não entendemos, por que o que faz tem consequências além daquilo que é temporário (Ef 3. 1- 13).

“Então saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR”. (Lv 10:2)

Deus deixou claro para Moisés que não seria levado por Israel de qualquer maneira (II Sm 6. 6, 7/Hb 12. 28, 29). Que o seu amor não serviria de razão para limitação daquilo que Ele mesmo deseja e planeja (Lv 10. 1- 3). Moisés deveria lembrar de Adão, que mesmo não tendo sido “concebido em pecado” (Sl 51. 5), recebeu de Deus a justa punição por seus atos. Em Moisés Deus nos declarou: “Você não me ama por que entende as minhas ações. Você entende as minhas ações por que já está no meu amor; que é Cristo, a Rocha fendida”. Lembre-se que Ele cobre a pedra com a mão, por que não precisa dar satisfação de como anda; de como ama!

“E acontecerá que, quando a minha glória passar, pôr-te-ei numa fenda da penha,
e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. (Êx 33:22)

Ney Gomes. 14/12/2015 – Twitter@neygms
"Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10




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