A História [nem tão] Secreta do Sábado.


A HISTÓRIA [NEM TÃO] SECRETA DO SÁBADO!
[Ensaio de Ney Gomes, sobre o Sábado de Aleluia]

Quando ele entrou no inferno, desfigurado, carregado de pecados, com poderosos grilhões nos pulsos, o diabo riu! Ele parecia inofensivo com um “cordeiro que foi morto”. Aquele era o destino de todos os homens que “são carregados de pecados”. Um lugar sem esperança alguma, de onde jamais homem nenhum voltou para recuperar um pingo de alegria (Jo 16. 22).

Ali estava Jesus, com toda a sua humanidade marcada pela ira de Deus (Is 53. 10ª). Desprezado, solitário, alguém para quem se vira o rosto por desgosto. E assim, era toda a paisagem até onde os olhos podiam contemplar. Horrorosos gritos se responsabilizavam por não deixar nascer paz de pensamentos. O pai da mentira estava tranquilo, nunca ninguém tinha chegado ali, sob tantas correntes e tanto desprezo (Rm 8. 3). Não havia naquele Jesus nada que o tornasse desejável!
Toda a força da lei parecia oprimir a sua alma e desfigurar a sua face. Que troféu! Que vitória! O diabo parecia diante daquilo tudo, mais que satisfeito. Mas então algo aconteceu! Jesus sacudiu os pulsos e as grossas correntes se romperam com fios de estopa chamuscadas. O diabo olhou mais uma vez e só viu um homem e exclamou: “Como pode isso? Ele era todo pecado!” Mal acabou de falar e ao olhar novamente, Jesus, diante de seus olhos se transfigurara. Sua aparência para o temor de todos os demônios, era como de um poderoso leão. Magnífica figura retratada no estandarte da Tribo de Judá.

Nesse exato momento, um silêncio nunca antes visto naquele lugar, aconteceu! O Inferno nunca conheceu um homem livre e nem mesmo ouviu a sua voz! Ali é um lugar cujo som é como o “bramido dos mares; o ruído das ondas; o tumulto das nações”. Era assim desde os dias de Noé! No interior de cada alma encarcerada, um ranger de dentes; um som de vermes [bichos]. Uma vez no passado, por intermédio de um homem, Deus deu aos pecadores, de uma só vez, o caminho daquele lugar! Mas agora, estava ali, um Homem, que de uma só vez, tirou dos homens aquele caminho! E era justo que o inferno soubesse disso! (I Pe 3. 18- 22)

A morte nada podia fazer, seu aguilhão era somente para torturar os que morreram. Mas diante dela, estava um semelhante Àquele que vive para todo sempre! Nunca mais o inferno seria o mesmo lugar, e por mais que o diabo e a morte desejassem o diferente, a ânsia de ambos nada produzia (At 2. 24). O enganador fora enganado; Jesus foi conduzido até ali por nossos pecados, mas Ele mesmo nunca pecou. Ele chegou como mais um cardo, todavia, era na verdade, a “Macieira entre as árvores do bosque”.

Somente um homem, em quem o inferno nada encontrasse, poderia receber todo o “poder nos céus e na terra”. E a justiça que Ele nos doou por sua vida, nós chamamos de salvação. Isso é, um DOM que a morte e o inferno não podem destruir de maneira alguma; um presente incompreensível; uma oportunidade inaudita. Ao sair dali, Jesus faria do inferno apenas uma opção para quem o desejasse. 

Então, uma forte e poderosa luz brilhou naquele lugar, como nunca antes houve e nem depois haverá, como homem algum jamais viu [Rm 6. 4]. Todo o inferno ensandecido como a torcida do Corinthians gritou: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” Jesus abriu os olhos e a pedra do sepulcro estava removida. Ele sorriu, uma brisa leve e suave tocou no seu rosto; era domingo de manhã.

Salvação é estar no lugar onde o diabo jamais teve sucesso. E esse lugar é em Jesus!


Ney Gomes. 06/04/2016 - Twitter@neygms
"Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10


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