I João, Cristandade Simples (02).


NA ESCURIDÃO DE SUAS MEMÓRIAS.

“Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma”.
(I Jo 1. 5 – NVI).

            É evidente que João começa sua carta pelas lembranças de sessenta anos atrás. E essas lembranças também são marcadas pela escuridão. João – penso eu – lembra a noite gelada da traição e usa suas memórias para fazer um contraste entre o velho e o novo. Jesus sempre pregava à luz do dia, em locais públicos, para grandes ajuntamentos de gente, no entanto, seu julgamento covarde aconteceu no alto da madrugada, longe das pessoas por quem o Mestre tanto se interessou. Suas memórias sobre o velho e o novo são absolutamente antagônicas e dolorosas. As memórias de João constituem a História do Cristianismo, e sobre essa memória em particular celebramos um dos mandamentos mais importantes da Igreja; a Ceia. Essa diferença de mentalidade, que opõe o velho ao novo, é celebrada também por Paulo em sua primeira carta aos Corintos: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. João acompanhou de perto o processo que foi imposto a Jesus naquela noite, e pode com propriedade falar do que a religião pode fazer quando não iluminada pela Luz Divina.

            O candeeiro do coração se apagara pela frieza dos interesses pessoais. Aquela era a noite mais escura de todos, pois a escuridão (de endoidecer gente sã) era da alma. Celebramos a CEIA com a menção daquela noite, como um solene aviso; se esquecermos de andar na luz, a escuridão também nos dominará, assim como se apossou deles.

Ney – Verão. 09 de Fevereiro de 2011.
"Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo". 1 Timóteo 4.10



“Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído...”.  (I Co 11. 23 – NVI).

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