Devocional - A Mais Poderosa Amizade.



NATAL, A MAIS PODEROSA AMIZADE.

"Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens".
(Fl 6,7 – NVI).

                Paulo deixa bem explicado em suas palavras o que é ser amigo de verdade. Sua primeira ideia é de que amigos sempre participam. Se isso é uma ideia humana ou divina, nós não sabemos, mas, sabemos que Cristo desejou ser parte disso que nós vivemos. Se isso é divino ou não, também sabemos que só aceitamos amizades nesses termos. Guardamos os adjetivos de grandeza aos que em algum momento foram parte efetiva de nossa vida. Aos que tiveram início, meio e fim (II Pe 2. 1- 10). Características essas bem humanas, e com as quais Cristo bem se inteirou (Lc 2. 12).
Ao abandonar o "Ser tudo", para ser parte de alguma coisa, Cristo, nos conquistou por nossos próprios conjuntos de valores. Sem as pirotecnias tão valorizadas em programas messiânicos de televisão. Nos conquistou pelo sentido que deu as nossas vidas, quando delas, decidiu fazer parte (Jo 4. 39- 42). Quando decidiu apostar na importância de ser mais "um verbo". Mesmo sabendo que já existiam tantos no reger de nossas vidas (Ef 2. 1- 3).
Não damos importância a nenhum tipo de individualidade, por maior que seja, se ela não se encaixa num todo. Por isso, Cristo considerou que SER ÚNICO era uma coisa com a qual não devia se apegar se quisesse transformar toda a extensão de nossa vida. E à capacidade de participar da vida das pessoas em condições plenas de falar e ouvir; chamamos de humildade. E por causa disso, há pessoas em estado completo de exclusão e solidão. Outras passam dias, meses, décadas, sem ser parte de coisa alguma que importe. Ora, ao desejo de Cristo em estar conosco chamamos de comunhão e eternidade.

Numa segunda ideia, Paulo nos revela que amigos sempre "compartilham". Por causa disso, Cristo considerou que não devia se apegar ao fato de ser Deus. Na experiência humana, muitas vezes, compartilhar significa estar aberto para receber aquilo que não se precisa (Is 53. 5/Mt 6. 14/Rm 9. 22/Gl 6. 1-5). É suportar um monte de coisas das quais não se necessita, sabendo que só se alcançará a felicidade se a outra pessoa se sentir mais leve (II Co 12. 15). E para viver isso plenamente, Cristo se esvaziou de ser Deus, dando espaço para uma humanidade que desafiamos todos os dias com as nossas mazelas (Hb 9. 28). Os opostos se atraem, os humanos se aproximam e os divinos se isolam. E certas sentenças não se alteram jamais. Deuses não carregam fardos, não choram junto, não perdem tempo para escutar dores fragmentadas, difíceis de compreender. Por isso, Paulo disse que Cristo foi homem até o fim. O Evangelho é para nos tornar mais humanos, no entanto, alguns ficam mais deuses que o próprio Deus. São ex-humanos, dopados com a responsabilidade de sustentar todas as coisas com a palavra de seu poder. Vivendo uma rica (R$), triste e solitária heresia.

Apesar de Ser eterno, Ele nasceu. E apesar de Ser tudo, aceitou Ser parte de alguma coisa. E é por isso, que a Cristandade verdadeira anuncia que o Natal é todos os dias.

Feliz Natal! São os votos da família Gomes.
Elaine, Ney, Hellen e Lincon

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