Devocional - Pobre Menino Rico!

POBRE MENINO RICO.

 

"Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção e se pôs de joelhos diante dele e lhe perguntou: "Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?" Respondeu-lhe Jesus: "Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe". E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência". Jesus olhou para ele e o amou. "Falta-lhe uma coisa", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas".

 

(Trechos de Marcos 10. 17- 22 – NVI).

 

A internet hoje produz inúmeras riquezas precoces. Fortunas que nascem de uma hora para outra, pelas mãos de meninos mal crescidos. Mas, nos dias de Jesus, um jovem só ficava rico se seu pai morresse cedo, deixando-lhe muitas posses. A riqueza havia lhe dado as melhores e mais rápidas respostas. Não há lentidão em seu diálogo com Cristo. A quantidade e a qualidade que só o dinheiro pode pagar. No entanto, nem todas as coisas o dinheiro compra e não significava que ele não tentaria obter. Podemos afirmar com certeza que lhe foi inquietante ver o seu pai morrer sob tanta segurança e certeza [v. 20]. Por que a crença que produz paz, também produz a fé que é necessária para nos desprender das coisas dessa vida.

 

Talvez tivesse ele, para encontrar o que lhe faltava, gastado seu dinheiro com mestres fariseus e saduceus. Talvez tivesse ido atrás do mago Simão, em Cesareia, de Teudas, o revolucionário. Talvez, tenha ido até mesmo atrás de Judas, o Galileu. Mas, é certo dizer que onde esteve, ali não encontrou resposta [v. 17]. Então resolveu procurar por um grande mestre, de quem todos falavam bem. Não era preciso muito para lhe encontrar, bastava dar umas poucas moedas para um mendigo na beira da estrada e você tinha uma bússola perfeita.

 

Não demorou muito e ele encontrou Jesus. Que parecia estar de partida para outro lugar, já não era possível uma abordagem mais social. Então, sabendo que Jesus não se dobrava ao poder do dinheiro, se lança de joelhos em sua frente. Que interesse verdadeiro! Que busca genuína! Jesus o amou no primeiro instante; capturado por sua sinceridade. Você conhece os mandamentos? E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência". Jesus sabia que era verdade e resolve ali mesmo, sem lições ou parábolas, dar fim as suas incessantes buscas por resposta: "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me".

 

Ali acabou a sua dúvida. Ele descobriu que às vezes o que nos falta, é o que de excesso tem em nós. Não lhe faltava, lhe sobrava! No entanto, o amor era ao dinheiro. E esses são os dias "do jovem rico". Somos uma sociedade com recursos para comprar respostas que não estão ao alcance do dinheiro. Queremos ter o melhor dos dois mundos com um só "cartão de crédito". Derrubamos celeiros, construímos outros ainda maiores e dizemos a nós mesmos: Descanse, coma, beba e alegre-se! Chegou a minha vez! Chegou a minha hora! Prosperarei! Transbordarei! Em todas as coisas, eu sou mais do que vencedor! Contudo, Deus lhe disse: 'Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?' Não somos uma geração com falta de algo, que pede um sinal do céu. Somos uma geração que possuí coisas demais e que já foi por demais sinalizada. E que Deus nos dê forças para termos sucesso, onde nossos predecessores falharam.

 

Ney Gomes.
           "Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10

 

 

 

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