Estudo - O Perigo do Relativismo!

 


O Veneno do Relativismo


Texto Devocional: Salmo 16. 1- 4

Vivemos em uma geração que rejeita qualquer pensamento que exija compromisso. Há pessoas pobres de espírito, não porque lhes falte inteligência, mas porque se recusam a pensar. Não querem refletir, não querem raciocinar, não querem carregar o peso de uma verdade.
Davi nos ensina, no Salmo 16, que é impossível andar com Deus sem carregar determinadas verdades.

Jesus afirmou em Lucas 9:23:
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me."
 
Observe que Jesus nunca disse:
"Venha leve. Abra mão de toda responsabilidade. Não carregue nada."
 
Pelo contrário. Ele disse que existe uma cruz. Existe um peso. Existe uma verdade que precisa ser carregada diariamente. Servir a Deus exige convicções. Ao longo da Bíblia encontramos pessoas que acreditaram ser possível servir a Deus relativizando Seus princípios.

Miriã imaginou que poderia desobedecer à autoridade estabelecida por Deus sobre Moisés e que isso não teria consequências. Ela envolveu Arão na rebelião, mas a lepra revelou que Deus não relativiza Sua ordem.
 
Sansão acreditou que poderia amar a Deus enquanto alimentava seus desejos carnais. Imaginou que sua força espiritual sobreviveria às suas escolhas morais.
 
Balaão pensou que poderia continuar sendo profeta ignorando a vontade de Deus.
 
Nos dias de Neemias e Esdras, muitos imaginavam que reconstruiriam Jerusalém sem enfrentar oposição.
 
Sempre houve pessoas tentando viver um evangelho sem conflito, sem renúncia e sem cruz. Todo esse mal em nosso tempo tem uma expressão: relativismo.
Relativismo moral.
Relativismo ético.
Relativismo espiritual.
 
É a ideia de que podemos servir a Deus e, ao mesmo tempo, negociar nossos princípios:
"Posso servir a Deus e manter meus contatinhos."
"Posso servir a Deus e fazer um negocinho por fora."
"Posso servir a Deus e sonegar um pouquinho."
"Posso servir a Deus e viver uma vida dupla."
 
Não, irmãos! O Reino de Deus não negocia seus princípios.
Toda vez que alguém quebra um princípio, mais cedo ou mais tarde será quebrado por ele. Porque princípios foram estabelecidos por Deus para sustentar nossa vida, não para limitá-la, tirar dela o sabor!
 

Por isso Davi continua dizendo:
"Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a Ti." (Salmo 16:2)
 
Nele, Davi parece declarar, poeticamente, um desejo profundo outrora escondido. Ele gostaria de ter pertencido à tribo de Levi. Sua linguagem é sacerdotal. Quando diz: "Não tenho outro bem além de Ti", ele ecoa aquilo que Deus disse aos levitas.
 
Enquanto as demais tribos receberam terras como herança, aos levitas Deus declarou: "Eu sou a herança deles."
 
Davi olha para essa realidade e praticamente diz: "Senhor, eu queria viver assim. Quero que Tu sejas minha única riqueza."
 
Mas há outro detalhe que me marcou profundamente durante toda a minha caminhada. No versículo 3 ele afirma: "Quanto aos santos que há na terra, eles são os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer."
 
Algumas versões dizem: "Quanto aos escolhidos." Outras dizem: "Quanto aos ilustres." Outras: "Quanto aos notáveis." Perceba o que Davi está dizendo. Ele não separa Deus do povo de Deus.
 
Aqui está uma pergunta importante:
É possível amar a Deus e desprezar Sua Igreja?
É possível dizer:
"Eu amo Jesus, mas detesto a igreja."
A resposta das Escrituras é não.
 
Não existe espiritualidade saudável que ame a Cabeça e rejeite o Corpo. Não existe amor verdadeiro por Cristo acompanhado de desprezo por aqueles que Ele comprou com Seu sangue. Esse foi um dos maiores segredos da sobrevivência espiritual de Davi.Ele nunca relativizou sua relação com o povo de Deus.

Vou dizer de maneira simples: É impossível amar a Deus e não amar Sua Igreja.
 
Esqueça esse discurso woke. Isso é imaturidade espiritual. 

Alguém pode dizer: "Mas existem pessoas difíceis dentro da igreja." Existem! E se você ficar ao lado delas, serão duas pessoas imperfeitas juntas, e se eu me juntar as duas, seremos três! Porque ninguém aqui é perfeito.
 
A igreja nunca foi uma vitrine de santos impecáveis. A igreja é um hospital para pecadores arrependidos. É uma comunidade de pessoas quebradas, redimidas, que voltam continuamente à presença de Deus para encontrar cura, restauração e transformação. Quem ama a Deus aprende também a amar aqueles que Deus decidiu amar.

 
Conclusão.
 
“Mas aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer”. (Salmos 16:3 | ACF)
 
No fim das contas, a verdadeira batalha da vida espiritual nunca foi apenas sobre o que fazemos, mas principalmente sobre o que escolhemos contemplar (Mat 25. 24, 25).
 
O relativismo envenena a alma porque ensina o homem a fixar os olhos nas exceções, nas falhas, nas decepções e nos escândalos, até que ele perca completamente a capacidade de enxergar a beleza da obra de Deus (I Co 15. 19).
 
Davi fez exatamente o contrário!
“Saul e Jônatas, tão amados e queridos na sua vida, também na sua morte não se separaram; eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões”. (2 Samuel 1. 23 | ACF)
 
Ele sabia que havia pecado entre os homens, limitações entre os santos e imperfeições no povo de Deus. Ainda assim, decidiu colocar seu prazer naquilo que a graça estava produzindo. Ele escolheu olhar para os santos, os ilustres e os notáveis. Não porque fossem perfeitos, mas porque eram pessoas nas quais Deus estava operando.
 
E isso que distingue uma espiritualidade madura de uma infantil. A espiritualidade infantil procura motivos para abandonar, deixar, romper. A espiritualidade madura encontra razões para permanecer. Quem ama a Cristo aprende a amar aquilo que Cristo ama. Quem honra o sangue da cruz honra também aqueles que esse sangue redimiu.
 
Não existe evangelho sem cruz.
Não existe cruz sem sangue.
Não existe sangue sem redenção.
E não existe redenção sem Igreja.
 
Não existe arco sem flecha
Flecha sem alvo, alvo sem razão!
Não existe marés sem lua
Claudinho sem Buchecha
Amor sem coração!
 
Por isso, cuidado com o veneno do relativismo. Ele sempre tentará convencê-lo de que é possível separar aquilo que Deus uniu. Mas o Espírito Santo continua nos chamando para uma fé mais elevada: uma fé que sabe para onde olhar, sabe de quem se aproximar e sabe o que jamais deve permitir ocupar o seu coração.
 
Que os nossos olhos permaneçam onde estavam os olhos de Davi. Que o nosso prazer permaneça onde estava o prazer de Davi. E que, quando o mundo procurar defeitos para justificar sua incredulidade, nós encontremos evidências da graça para fortalecer a nossa fé. Porque uma alma nunca será maior do que aquilo que ela decidiu contemplar.

Você sempre se parecerá com aquilo que mais admira, e caminhará inevitavelmente na direção daquilo para onde mantém os seus olhos (Sl 121. 1). Por isso, olhe para Cristo, ame a Sua Igreja e jamais permita que o relativismo destrua aquilo que a graça de Deus construiu dentro de você (Hb 12. 2).
 
 
Ney Gomes – 27 de julho de 2026. #bloggrãos
Blog Grãos, reduto da cultura escrita artesanal”.
 “Tudo o que passou é experiência. O agora é relacionamento e o que está por vir é desafio”.
 
 
 
 
 
 
 
 

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