Crônica - Monstros da Mitologia Política Fluminense.

Relativity M.C. Escher

Monstros da Mitologia Política Fluminense.

A ganância portuguesa teve relações sexuais incestuosas com a falta de vergonha, e o resultado disso, foi o nascimento de um monstrinho chamado política fluminense/carioca.

Que cresceu e começou a devorar o país. Comeu imperadores, libertadores, revolucionários, militares e presidentes. Ele foi comendo e ficando cada vez mais forte. Mas um dia esse monstro gigante foi encurralado por um homem chamado Juscelino Kubitschek. Incapaz de ser morto por meras mãos humanas, a criatura recebeu terrível punição. JK recrutou dois descendentes diretos de #Dédalo, que moravam em terras brasileiras e lhes confiou a missão de construir uma (cidade) prisão.

O monstro devorador de homens era tão feio, que os responsáveis por sua sofisticada cela tiveram a ideia de construir sua masmorra em forma de “borboleta”. Para tranquilizar o sono dos brasileiros que lembrariam que existe esperança mesmo para as mais feias circunstâncias!

Quando a masmorra em forma de delicado inseto estava pronta, o monstro foi transferido para a sua nova agonia. Mas ele não aceitou isso tão facilmente e até os dias de hoje, encontramos pedaços deles ainda no Rio de Janeiro. Aliviados por ter grande monstro tirado de perto deles, os moradores do Rio (inocentes) fizeram grande festa em 21 de Abril de 1960.

Brasília seria um eterno #labirinto, que manteria esse monstro longe do futuro das crianças e do descanso dos idosos. Mas alguns homens, vendo o poderoso potencial dessa criatura colossal, lhes protegeram o destino. Mais tarde, tiveram eles o seu coração escravizado por hipnotizante poder da criatura monstruosa.

#JK detinha em seu coração o segredo das entradas e saídas do poderoso #labirinto apelidado pelos seus operários (candangos) de #Planalto. O monstro foi definhando de fome entre as paredes sem vida da poderosa construção. Mas seus secretos seguidores foram atrás então do valente herói, com o desejo de lhe roubar os segredos do labirinto. Na fuga, algo deu errado e #JK perdeu a corajosa vida no acidente. Isso aconteceu nas mesmas terras que se esmerou tanto para defender!

Seus perseguidores não conseguiram lhe arrancar o segredo, mas continuam até hoje tentando encontrar uma maneira de libertar a criatura. Eles vão se alimentando do resto de suas carnes e do sangue negro que ficou para trás, dita por eles, saborosa, suculenta e excelente para dar boa vida. Por essas terras banhadas pelo mar, seus moradores lhes identificaram como os “autarcas”.



#JK pensou em confeccionar um pequeno labirinto também no Rio de Janeiro, mas foi frustrado por sua morte. Os ‘autarcas’ por comerem as carnes da criatura, tiveram por punição perder sua alma, sua afeição. Mas não perderam o poder. Continuam governando o Rio como desde antes (eles e seus filhos depois deles). Mas o povo, sem um labirinto para lhes proteger, sofre, dia após dia.

Esperançosos, eles aguardam um “um outro” libertador, que terá a coragem de enfrentar o que dessa criatura sobrou por aqui

Tenhamos esperança! Pois o Deus dos deuses não nos esquecerá para todo sempre.


Ney Gomes, Cidadão Aborrecido. – 13/09/2016

Postagens mais visitadas