Filipenses. Uma Casa Para Deus.

FILIPOS. UMA CASA PARA DEUS.
“Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo”.

“Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio”.
(At 16. 14/17. 22, 23 – NVI).

A Europa que Paulo evangelizou era o endereço de divindades exóticas. Ali habitavam deuses para todos os credos, gostos e classes sociais. Cruéis, temperamentais, meio humanos e comprometidos com os pecados dos homens. A Europa parecia um condomínio de deuses estranhos. Fechado para qualquer divindade santa e preocupada com o bem-estar dos homens. Mas, Deus [desconhecido, porém, verdadeiro] se decidiu de por ali também fazer morada, Todavia, seu endereço não seria o mesmo endereço daqueles que com ele dividiam o titulo de DIVINO. Agindo dessa forma Ele deixaria de trazer consigo o titulo de DEUS DESCONHECIDO. Decidiu que não só mudaria seu status, como também ali estabeleceria uma casa.
Casa fala daquele lugar que temos para onde voltar depois de um dia de trabalho. Fala de amor, respeito e aconchego. Tudo o que Deus quer sentir ao habitar em nossos corações. Casa fala sobre estar num lugar por gostar, pra ficar. Mas Deus não habita em nada feito por mãos humanas, seu lugar predileto já estava pronto e era no coração de Lídia. O plano da casa própria de Deus era bem simples: Primeiro Lídia e depois todos os corações que Nele cressem. É claro que o evento de Pentecostes (raiz judaica e visão mosaica) semeou fé na Europa, mas igreja [nova idéia de moradia] do jeito com Paulo cria começaria em Lídia. Deus começou a procurar uma casa quando percebeu que os seus não o queriam mais. E desse despejo João dá testemunho: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. (Jo 1. 11). Um dos sentidos de pejar é o da mulher estar grávida. Isso é, ter vida dentro de si. Então [DES] pejar Deus significa deixar de ter vida EM NOSSO INTERIOR.
Na verdade Paulo como bom corretor imobiliário tentou encontrar uma casa para Deus (At 16. 6– 10), ignorando talvez a verdade de que Deus é exigente e gosta de uma vista mais ampla (da Europa se vê bem as Américas). A Europa deixava para Deus a possibilidade de quando quiser navegar pelo mundo e estabelecer moradas onde quisesse. Na verdade, morar na Europa era um grande investimento no restante do mundo, e isso, a História nos comprova séculos mais tarde. Paulo depois iria nos ensinar que o mais importante é dar a Deus um lugar para morar em nossas vidas: “Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele”. Parece que o verbo Grego (gr. Peripateõ) nos deixa a idéia de que devemos andar da mesma forma que o novo integrante da casa anda. Por isso Deus não poderia morar no CONDOMÍNIO PANTEÃO, pois Ele não se identifica com esse sistema mundano e nem coaduna com os seus desejos pecaminosos (I Jo 2. 15 – 17). Onde Ele habita as pessoas andam como Ele, falam como Ele (Mt 26. 73), pensam como Ele e agem da mesma forma que Ele (I Cor 11. 1).
De uma coisa tenho certeza, e é de que, se Ele não está em nossos corações, no mundo é que não está (Ef 2. 12b).

NOVA HUMANIDADE. Esse é o nome do condomínio de Deus hoje.


Ney Gomes

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