Filipenses. Amor é coisa para inglês ver.

Filipenses. Amor é coisa para inglês ver.

“É justo que eu assim me sinta a respeito de todos vocês, uma vez que os tenho em meu coração, pois, quer nas correntes que me prendem, quer defendendo e confirmando o evangelho, todos vocês participam comigo da graça de Deus. Deus é minha testemunha de como tenho saudade de todos vocês, com a profunda afeição de Cristo Jesus”.
(Fil 1. 7- 8 – NVI).


Se Deus estivesse vendendo alguma coisa, certamente a sua vitrina principal seria a IGREJA. Quando Paulo começa a sua carta o que mais nos fica exposto é a intensidade do que eles sentem uns pelos outros. Relacionamentos saudáveis são a maior riqueza de uma igreja, e se isso é tão claro logo de início, podemos dizer que em filipos existe uma igreja riquíssima da graça de Deus. Não é por acaso que Jesus nos adverte que os tímidos não herdarão o Reino de Deus. Igreja não é lugar para apenas crer [de sentimento íntimo]. Precisamos para o bem da igreja dar testemunho do nosso amor (II Cor 9. 1, 2). Tornar o amor, a obediência e a fé visíveis, é função da igreja, isso é, de cada um de nós. Por muitas vezes a igreja em Filipos havia demonstrado seu amor pelo Apóstolo e pela obra através de sua oferta e interesse sincero. Essa lição lhes era permitido ensinar ao Apóstolo, de que demonstrar amor é sempre fundamental. E essa lição pode ser ministrada por qualquer crente, independente de seu nível de conhecimento. E eles possuíam muito amor. Alias, igreja é negócio de amor e não de conhecimento. Conhecimento era à base da religião de Moisés. Paulo dá testemunho de que entre eles existe o mais puro e verdadeiro amor de Deus, quando declara que na falha de outros eles foram à diferença (4. 15, 16). O amor nunca falha e quando foi preciso, os filipenses não falharam!
Do outro lado, Paulo também demonstra seu amor pelos filipenses, quando dá recibo de seus sentimentos para eles. Paulo os ama, ora por eles, lhes têm como exemplo de amizade e deseja estar com eles. Tanta rasgação de seda é preciso por que nós estamos falando de igreja. E se você não demonstrar os seus sentimentos, o diabo certamente vai demonstrar o dele. Eles têm uma preocupação com Paulo muito sincera e não menos com o progresso de Evangelho que tinha nele seu maior representante (1. 12). A saúde da igreja está na visibilidade do que as pessoas confessam. Palavras não expressam saúde, mas dão testemunho dela. Todavia, o amor é sem igual. Em uma das passagens que mais amo na Bíblia Paulo diz:
“Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores”. (Rm 5. 8).Estou cansado de “santos de pau oco”. Líderes sem afeição natural, egoístas, avarentos, traidores, soberbos, inimigos de tudo o que é humildemente [contrário de riqueza] santo. Cheios de aparência de piedade, mas, que na verdade de seus íntimos são cheios de rapina e podridão. É o amor de Cristo que não me deixa esmorecer, cansar ainda mais.
As palavras de Paulo são escritas debaixo de um esforço enorme, pois o que ele quer, é estar em pé de igualdade com os filipenses, que tantas vezes já haviam lhe demonstrado seu amor e interesse. “Rola” muito afeto entre Paulo e os Filipos, por que eles são igreja. A mais pura igreja; sem placas, sem templos, sem regimentos e sem estatutos.
O que dá nome e corpo a igreja é o amor, pois se somos algo, devemos o ser para quem de direito, isso é, DEUS.
Descobri [por experiência na carne] o sentido de “sino que ressoa”. São aquelas pessoas cheias de barulho, que parecem ter sempre algo a dizer, mas, que na verdade, estão sempre dizendo algo. Elas são como um sino, possuem uma única coisa dentro de si e é isso que faz o barulho que sai delas. Mas, esse badalo não é amor, é oportunismo. Elas gostam de dizer que falam em nome de Deus, mas, na verdade de aproveitam [financeiramente] dele e de seu Santo nome. Quando você fica perto demais de uma pessoa assim, corre o risco de perder sua audição espiritual. Começa a achar que Deus é barulho e que sem barulho não há Deus. Troca o certo pelo duvidoso e não sabe mais qual é a hora certa das coisas. Torna-se dependente do sino para os horários de sua vida espiritual e não faz nada se o sino não tocar (I Cor 14. 7). Paulo estava mais preocupado em demonstrar seus sentimentos do que o poder de seu apostolado, ou o seu poder apostólico era o amor?
Não sei precisar. Está tão difícil VER esse amor que mal dá para definir o que é AMOR é o que é PODER.
Lembrem-se disso:
Não podemos amar em particular, e odiar em público! ou vice-versa!

Ney Gomes

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