SURPREENDER, UM VERBO ESPIRITUAL.






GARIMPEIROS ESPIRITUAIS.
Por Ney Gomes – 16 de Julho de 2007.

“Lá vem aquele sonhador!", diziam uns aos outros. "É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus sonhos." Quando Rúben ouviu isso, tentou livrá-lo das mãos deles, dizendo: "Não lhe tiremos a vida!" E acrescentou: "Não derramem sangue. Joguem-no naquele poço no deserto, mas não toquem nele". Rúben propôs isso com a intenção de livrá-lo e levá-lo de volta ao pai (...) Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá, rasgou suas vestes 30 e, voltando a seus irmãos, disse: "O jovem não está lá! Para onde irei agora?" (Gn 37. 19- 22 e 29, 30 – NVI).




O aparente sucesso de José junto a Jacó parecia não afetar Rubén da mesma forma que afetava o restante de seus irmãos. Mas, o que Rubén tinha dentro de si que lhe fazia ser diferente?
            Talvez a explicação a essa exceção resida no fato de que algun possuem condições de extrair de certas pessoas e circunstâncias bem mais que outras. Não importava a Rubén se Jacó seu pai, dispensava mais amor a José que aos outros (Gn 37. 3, 4), por que
ele sempre conseguia tirar de Jacó o amor que lhe era necessário.
Enquanto muitos assumem uma condição sócio-emocional-passiva, outros saem na frente e se tornam senhores da qualidade de seus sentimentos. Pessoas emocionalmente passivas são facilmente escravizadas (Jo 8. 32) por sentimentos danosos e obscuros, tais quais concupiscências, invejas, ciúmes, competições e coisas desse gênero (veja o exemplo de Caim). Só o amor em sua forma mais ativa é capaz de extrair de nós o melhor, ainda que esse melhor exista em pequeníssima quantidade. E essa descrição perfeita de amor ativo se encontra plenamente na pessoa de Deus em Seu filho amado Jesus Cristo (Jo 3. 16).

 Jesus foi capaz de ver nos homens o que nenhum santo homem de sua época enxergou, por que Jesus era cheio de graça e de verdade (Jo 1. 14) e um dos frutos da graça é a imaginação profética, que é a capacidade de enxergar nas pessoas o que DEUS pode fazer nelas e delas (Jr 18. 1- 6). Aprendi a tempo de ter uma vida Cristã de qualidade, que não existe um pecador a quem Deus não possa perdoar. Como temos nos enxergado? Se adquirirmos esse tipo de imaginação, vamos poder também transformar a vida e a visão das pessoas, e quiçá, fazer com que pescadores, coletores de impostos e encanadores se tornem em revolucionários mundiais. Rubén achou por bem não esperar o melhor das pessoas, mas, em extrair delas o que lhe era necessário. Jesus foi assim também em sua estadia terrena e eu não preciso me esforçar muito para dizer o que Ele espera da igreja que leva o Seu nome (Jo 15. 11- 14).


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