Escatologia - OS ESPÍRITOS DOS ÚLTIMOS DIAS.

 

OS ESPÍTITOS DOS ÚLTIMOS DIAS.

Por Ney Gomes.

 

   "Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec.3: 1).

 

   Sem a menor sombra de duvida, Apocalipse é um livro de esperança. Por ter um caráter altamente profético, é que chegamos a essa conclusão, baseados na natureza da profecia "Neotestamentaria". Cristo deu a conhecer através de João todos os seus planos para todos as épocas até o fim de todas as coisas (Is 46: 9,10). A rica simbologia que hoje nos intriga e assusta, e que também nos impressiona, foi facilmente compreendida pelos que a receberam (ressaltando que eram na sua maioria, pessoas leigas e sem muita instrução). Porém, parece que o livro de Apocalipse se tornou um cadáver na mão de um grupo de alunos de medicina, loucos para dissecar cada uma de suas linhas. Escola futurista, historicista, preterista, idealista (masoquista) daqui a pouco haverá "preterista-imperfeita" e "mais-que perfeita". Meso, pós, pré – milenista, modernista, pacifista, etc e tal (são tantas as interpretações que muitos ficam até sem esperança de conseguir entender algo). A profecia de Cristo se tornou um jogo de palavras cruzadas(parece que isso voltou a moda com o lançamento do livro "O código Da Vinci e com a mudança de nome da cantora Madona, dado a sua descoberta através da Kabbalah), onde o vencedor revela aquilo que já foi revelado. Quem vive o Evangelho pleno, não se preocupa com qualquer revelação que possa existir, incluindo Apocalipse. Mas toda essa onda, parte de uma profecia que esta encerrada no livro supracitado. Apocalipse nos revela as coisas que terão efeito nos últimos dias, da qual a maior é a vitória final de Cristo sobre o império das trevas. Apesar de sabermos que o diabo perdeu, ignoramos a verdade de qualquer forma de vida, luta até o fim para manter sua existência. Satanás luta para não deixar de existir, suas obras revelam sua existência, e isso lhe satisfaz como individuo (Ap 20: 7, 10). O escritor de Eclesiastes com muita propriedade nos diz que tudo tem seu tempo determinado debaixo do céu, e Apocalipse nos confirma isso quando mostra que agora é a hora de três demônios terem preeminência no cenário mundial. Sem esses demônios Satanás não conseguiria levar seus objetivos existenciais adiante; são eles: Jezabel, Morte e Anticristo. Como demônios eles sempre tiveram participação nos planos de Satanás, mas Apocalipse nos revela, sem mistérios, que agora é a hora deles. Isto é, foi lhes dado mais poder para executar seus intentos. Contra Cristo, isso não significa nada, mas para a igreja de hoje, essa informação é uma bússola, um norte. Ao ligar sua televisão, ao ler seu jornal, ao ouvir seu rádio, você vê suas atuações. Foi lhes dado poder, como antes eles nunca tiveram. Ao declarar a vitória da igreja, Cristo nos diz quem venceremos com nossa fidelidade e dedicação genuína. O anticristo que virá por último, terá seu caminho aberto por Jezabel e pela morte, seus poderes terão quatro esferas de atuação: Poder político, econômico, militar e religioso. É importante a liderança, ter em mente a necessidade que é, e que daqui para frente sempre será importante ressaltar a "santidade" como estilo único de vida com Deus. A última igreja deve ter o perfil sagrado e profético de Elias, João Batista e Cristo, para frustrar os planos de Jezabel, que incita os homens (gênero) a mentir, adulterar, resistir à santidade de Cristo e a uma série de imoralidades sexuais, impensáveis para alguém que é regenerado. Jezabel tem poder político e sedutor, é persuasiva e amante do dinheiro (Apocalipse 17). Atua hoje fortemente na área da sexualidade, tem como companheiro outro demônio chamado Asmodeus (citado em alguns apócrifos como inimigo do casamento). Trabalha com outro demônio chamado de "decepção", e tem tido muito êxito hoje entre pastores e lideres. No Brasil, Jezabel é conhecida como padroeira, leva vários nomes, mas é uma só pessoa. Jezabel e Morte, trabalhando juntos, levam uma sociedade e se tornar depressiva e hostil. Porém sua principal atuação e a área familiar, ela é um símbolo de falência familiar (lar desajustado, onde a mulher manda no marido). Esses demônios para se instalarem em um lugar, precisam criar ambiente adequado para sua influência e atuação, uma espécie de ninho, ou incubadora (demônios são hospedeiros, parasitas). Muitos pastores, sei eu, tem caído por ignorar sua vida conjugal, espiritualizando o que é orgânico. É necessário entender que nenhum outro espírito hoje tem mais patentes do que esses três; isso nos leva a definir, que em qualquer legião eles estarão sempre dando as ordens. Siga essa linha de raciocínio para ter uma idéia do poder que esses espíritos receberam nesses últimos dias:

   Na tentativa de tornar a idolatria mais atraente, O diabo (Jezabel, é o nome que identifica hoje esse demônio. Aliais esse demônio sempre existiu) sempre usou do elemento sexual. Era comum na idolatria antiga, e não muito raro hoje, haver muita sensualidade nos ritos pagãos, ora simbolizando fertilidade, ora com os mais diversos propósitos. Mas hoje com o poder que Jezabel recebeu, ela transformou o sexo na própria religião. Hoje o corpo de cada homem e de cada mulher é um templo. Que recebe propaganda gratuita das mais diversas formas. Cuida-se do corpo, como se adorna um templo (não estou pregando relaxamento do cuidado físico). A sociedade adora uma pessoa hoje, somente pelo seu corpo, pela cor artificial de sua pele, e pela liberdade que a pessoa dá as suas emoções; que vale a pena ressaltar, nem sempre são moralmente corretas. Para as pessoas que foram vocacionadas a trabalhar com guerra espiritual "diretamente", essa é uma verdade a não ser ignorada. Jezabel também torna uma sociedade mais intolerante, o que a faz ser mais propensa ao erro. Apesar do grande apelo religioso que tem a obra de Jezabel, ela esta longe de se confundir com as obras do anticristo. Jezabel vem tentar minar a santidade da igreja, o anticristo, resistir a sua deidade de Sua Cabeça, que é Cristo; são obras distintas, que levam acabamento diferenciado (Ap 17: 10). O anticristo quer tornar o mundo num lugar sem esperança, uma vez que Cristo, que é Deus, e a nossa esperança da glória (Col 1: 27). Negar a deidade de Cristo é fazer Deus trocar de lugar com o diabo. O anticristo quer fazer de Deus um mentiroso, desacreditando suas obras e o testemunho singular (Mat.17:5) que Ele dá a respeito de Seu Filho. Em quem Ele estava ao Lhe enviar ao mundo (II Cor 5: 19). Ao negar a vinda de Deus a terra na pessoa de seu Filho, o anticristo mata a criança ainda no ventre de sua mãe, enfim como nos salvaremos se o salvador não esteve entre nós? (II Cor.5: 18-21). Além disso, ele precisa negar a Cristo pois ele mesmo se apresentará como tal! (II Ts 2: 3, 4) Cristo dá testemunho do amor de Deus pelos homens, sua iniciativa de nos salvar em si mesmo! Encontramos o espírito de anticristo, nas milhares de religiões que nascem a cada dia, e hoje mais rapidamente. O anticristo esta por detrás de toda e qualquer religião, sofisticada ou não, que não tenha como centro Cristo. Quando ele assumir sua forma corpórea, é que realmente se revelará seu poder, com sinais e prodígios (Ap.13: 3-12, 14). Até então ele continua na mesma esfera que os outros dois espíritos que estão ao seu lado. Talvez esses três espíritos só estejam abaixo dos anjos caídos que estão presos (Jd. 6), mas numa escala humana, nenhum outro demônio, a não ser satanás, tem se revelado nesses dias, com tanto poder como eles. Para que se cumprissem as profecias Bíblicas, realmente deveria haver um elemento que desequilibrasse a balança "escatológica" (II Tes.2: 6). Nos últimos dias o diabo mostrará ao mundo sua triunidade, na qual ele mesmo se incluirá na pessoa do anticristo. Ele representa a fonte do poder de oposição a Deus na terra. Poder esse que sabemos, não alcançou ainda seu apogeu. Quero que todos entendam que não há mais fontes de poder para esses demônios, o que os torna quase invencíveis, é o espaço que eles recebem para trabalhar, a fonte de seu poder esta na oportunidade que eles receberam e que ainda receberão (II Tes.2: 7). É preciso espaço para que as coisas aconteçam e isso eles estão recebendo de próprio Cristo (Mat 24: 4, 5), um outro anúncio que também é profetizado em Apocalipse, simbolizado nas cartas as sete igrejas, nos selos e taças a trombetas e pragas e em quase todo o livro. Temos diante da igreja, um reino que no seu término esta sendo dividido entre três generais, como na passagem de Alexandre, o Grande. Em relação ao espírito de morte, o que preocupa, é o seu poder de atrapalhar o potencial que tem a vida. Porém é um espírito que precisa de brechas bem grandes para atuar, como no caso de pensamentos suicidas, atentados contra vida de outrem, ou qualquer outra coisa, que lhe chame a atenção por afinidades de idéia (elementos bem presentes em nossa sociedade). Sua natureza é rústica, e no mundo em que vivemos, seu trabalho tem sido dobrado. Morte é um nome que define seu objetivo, e nada tem haver com o processo natural da vida. Seu objetivo é acabar com os sonhos humanos (veja o caso de Jó, seus bens, filhos e saúde), e suas armas são a guerra, a fome, as pestes e as enfermidades, que na sua maioria tem fundo psicossomático. Idéias que são petrificadas na cabeça do individuo que não tem Deus, e na de muitos que se dizem ter. O espírito de morte força as pessoas a desistirem de Deus e de si mesmas (como no caso de Judas). Não é simplesmente morrer, é prolongar o sofrimento do individuo, a fim de provocar sofrimento no coração de Deus (Jo.3: 16). Em nossos dias sua obra se resume mais em estar atrás, finalizando o que outros começam, sua descrição em Apocalipse é a do quarto cavaleiro (6: 8), montado num cavalo amarelo, cor de vômito (ele fica tão para trás, que será o último inimigo a ser vencido por Cristo. Ap. 20: 14)).  Estamos falando de generais, espíritos que receberam poder para liderar hostes espirituais da maldade, estrategistas que orientam exércitos nas batalhas. Três espíritos para negar as obras de um Deus que é trino e uno; no mundo espiritual eu aprendi que nada é por acaso. Se Jezabel começa um conflito político-econômico entre nações, é a morte que finaliza em guerra, fria ou quente. Se o anticristo, começa um conflito político-religioso, é a morte que finaliza em atentados, homens bombas, guerrilhas urbanas e terrorismos internacionais e intercontinentais. Um reino não pode existir se estiver dividido, no inferno se reza essa cartilha seriamente. A meretriz sentada sobre a besta, sem dúvidas é Jezabel (um poder corrupto e ateu), que irá alcançar poder máximo sobre as nações, sujeitando os reis da terra, como sujeitou Acabe a si. Jezabel personifica a tentativa do homem de alcançar o verdadeiro prazer, sem se livrar do pecado. Nesses últimos dias, todas as profecias estão se cumprindo, e a igreja deveria tornar o acesso a essas informações numa coisa simples; mas muitos teólogos não conseguem ao menos entrar num consenso, cada um defendendo sua corrente teológica, acima dos interesses do Cristianismo. Como disse certa vez um pensador: "O mal desse mundo é que os sábios estão cheios de si mesmos, e os ignorantes cheios de dúvida". Com teólogos assim, quem precisa de inimigos. Não há nada a ser feito por nós. Há não ser o ser santo, buscar a vontade de Deus em sua Palavra e confiar que nascemos de novo , e desse modo estar livres da ira vindoura. Não importa nossa corrente teológica, se cremos em Jesus seremos salvos, não só da ira vindoura, como da ignorância presente.

 

É isso que tenho a dizer!

 

Ney Gomes – 02 de Outubro de 2004.


 


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