A Inconfundível Obra de Cristo. Parte 03, final.
A Inconfundível Obra de Cristo. Parte final.
"E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.
(Marcos 5:15 | ACF)
Existe uma diferença enorme entre se impressionar com um
milagre e reconhecer a obra verdadeira de Jesus na vida de alguém.
Em Marcos
5 (1- 20), depois da libertação do geraseno, o que mais
causou impacto não foi simplesmente o prejuízo com os porcos (Lucas 8. 26- 39).
O que realmente deixou todo mundo perplexo foi o estado daquele homem depois do
encontro com Cristo. Ele apareceu sentado, vestido e em perfeito juízo
(Mateus 8. 28- 34).
Esses três sinais revelam um
resultado que não se falsifica. São marcas da atuação de Jesus na vida humana.
Quando Cristo toca alguém de verdade, há mudanças visíveis, profundas e
práticas. Não se trata apenas de uma experiência emocional de momento. Trata-se
de uma transformação que reorganiza a mente, a vida e
as prioridades.
Nas escrituras o número 3, esse
cabalístico, remonta a plenitude da obra da Trindade. Por toda a bíblia iremos
perceber sobre esse número a presença de coisas que se completam e que são
aperfeiçoadas (Ef 4. 6/Rm 12. 1- 3).
O LUGAR DA DECISÃO (Ap 3. 20).
O terceiro sinal é que aquele
homem estava em perfeito juízo.
Isso fala de sanidade restaurada
(Fl 4. 8). Fala de mente ajustada. Fala de alguém finalmente habilitado para
tomar decisões que melhoram a própria vida (II Pe 3. 18)
Pessoas em desordem interior
tendem a fazer escolhas que aprofundam a destruição. Pessoas curadas por Cristo
passam a escolher – em vias de regra – aquilo que conduz à vida e a
piedade (Tito 2. 11- 13).
Por isso, a resposta natural
daquele homem foi desejar seguir Jesus. Quando a mente volta ao lugar certo, a prioridade
também volta. A agenda muda. A vontade de Cristo passa a ocupar o primeiro
lugar. Se um bom destino não passa por Cristo, temo em te dizer se você
ainda está circulando pela BR 666 da Loucura, pagando altos pedágios para
tentar chegar a algum lugar de vida.
Esse é um ponto decisivo.
Ser tocado por Jesus não é apenas sentir algo. É ter a vida reordenada, reorganizada e reprocessada.
É permitir que ele escreva a agenda. É colocar a vontade dele acima dos
próprios impulsos, gostos e conveniências.
Quando
Cristo toca a agenda.
Seguir Jesus significa que ele vai na frente. Primeiro vem o
que Ele quer. Depois, se houver espaço, entram os interesses pessoais.
Isso vale para tudo:
- Para
o uso do tempo.
- Para
os relacionamentos.
- Para
as escolhas profissionais.
- Para
os compromissos da semana.
- Para
a maneira de organizar a própria rotina.
Uma fé madura não pergunta
apenas: “O que eu tenho vontade de fazer?”. Ela pergunta: “O que Jesus
quer de mim agora?”
Às vezes, a melhor decisão
espiritual é estar em um culto verdadeiro.
Em outros momentos, será voltar para casa e ser presença de Deus na família. Em
outro dia, será trabalhar com excelência, tratar a mãe com mais paciência, ser
um filho melhor, um profissional melhor, um servo mais disponível.
O importante é isto: a agenda não
é mais governada pelo impulso. É governada por Cristo. Se uma igreja realiza dois cultos semanais
cada um com uma hora e meia de duração, em um mês, uma pessoa terá usado para o
seu culto pessoal 1,6 de 720 horas. Seria uma
completa insanidade gadarica achar
que é possível glorificar a Deus com propriedades de qualidade e honra dentro
dessa margem de tempo.
O mais impressionante naquela
cena – aos demais moradores – não era um homem assustador dominado pelas
trevas. O mais impressionante era um homem agora em paz.
Durante muito tempo, todos o
associaram ao caos, à violência, ao isolamento e à ruptura. De repente, ele
está tranquilo, inteiro, sereno.
Pela primeira vez em muitos anos, havia nele paz. Isso assusta porque é
inconfundível. Quando Deus transforma uma vida,
até quem está ao redor percebe que algo real aconteceu.
Família percebe. Ambiente de
trabalho percebe. Gente próxima percebe. O comportamento muda. A linguagem
muda. A prioridade muda. A reação muda. A paz aparece. O sorriso aparece. A
estabilidade aparece.
Deus ainda usa esse espanto santo para
despertar pessoas. Muita gente só começa a reconsiderar a própria vida quando
vê, diante dos olhos, alguém que realmente foi transformado pelo poder de
Cristo Jesus. Mesmo Ananias, discípulo experiente e profeta do Senhor
não podia considerar em si mesmo a obra que Deus havia realizado em Saulo de
Tarso.
CURA E LIBERTAÇÃO TAMBÉM EXIGEM DECISÃO.
Existe um ponto importante aqui.
Cura e libertação não são tratadas apenas como eventos passivos. Elas também se
desdobram em decisão.
Aquele homem não apenas foi
alcançado. Ele respondeu ao que recebeu. Ele permaneceu no lugar da
sanidade. Ele aceitou o lugar do aprendizado. Ele recebeu o lugar do propósito.
E revelou tudo isso quando se dispôs a obedecer.
Isso mostra que a transformação
de Cristo não é uma licença para voltar ao antigo caos. É um chamado para
permanecer no novo caminho.
Por isso, quem deseja esse resultado precisa dizer a Deus
com sinceridade:
- Eu
quero um coração ensinável.
- Eu
quero vestir a missão que o Senhor me deu.
- Eu
quero tomar as decisões certas.
- Eu
quero que a minha agenda seja governada por ti.
CONCLUSÃO PERFEITA.
A marca que não se confunde!
A obra de Cristo é inconfundível porque produz algo que não pode ser imitado por aparência religiosa.
Ela faz o desordenado sentar-se para aprender.
Ela faz o exposto vestir-se de propósito.
Ela faz o confuso voltar ao perfeito juízo.
Ela reorganiza a alma, devolve dignidade e recalcula o rumo da vida.
Se Jesus realmente tocou você, o resultado aparece. Talvez
não em forma de espetáculo, mas em forma de transformação. E esse tipo de
mudança fala mais alto do que qualquer discurso,
lucro ou
prejuízo.
Sentado, vestido (parte 02) e em perfeito
juízo. Esse continua sendo um retrato fiel daquilo que Cristo faz
quando encontra ou é encontrado por alguém de verdade.






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