DO BOM LUGAR AO LUGAR MELHOR.
DO BOM LUGAR AO
LUGAR MELHOR.
A fé que protege e a fé que
transforma.
Texto Devocional: Mateus 20. 20- 28)
Texto Devocional: Mateus 20. 20- 28)
“Então,
se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o e
fazendo-lhe um pedido.” Mateus 20.20
Há uma cena em Mateus 20 que pode ser lida apenas
como o pedido de uma mãe pelos seus filhos, mas existe ali uma profunda
revelação sobre duas dimensões da fé. A mãe de Tiago e João chega a
Jesus com um desejo legítimo: ela quer um bom lugar para seus filhos. Ela
quer que eles estejam próximos de Jesus. Quer que ocupem um lugar de honra.
Quer garantir que seus filhos tenham uma posição privilegiada no Reino de
Cristo.
É o coração de uma mãe! Não há pecado
nisso.
A mãe olha para o filho e deseja que ele tenha um
bom lugar. Um bom casamento, um bom emprego, bons amigos e boas
oportunidades. Uma boa família, uma boa igreja, uma boa comunidade e um
ambiente saudável.
Existe uma dimensão preciosa nessa fé: a fé que
protege, cuida, preserva e cria raízes.
Mas Jesus responde apresentando outra
dimensão da fé. Ele não
fala sobre lugares. Ele fala sobre cálice. Ele não fala sobre
privilégios. Ele fala sobre serviço. Ele não fala sobre ocupar posições.
Ele fala sobre assumir responsabilidades.
“Quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o
que vos sirva.”
Mateus 20.26
Jesus está ensinando algo extraordinário: Antes de perguntar em que
lugar você estará, descubra quem você será quando chegar lá.
Existe
uma fé que ora:
“Senhor,
coloque meu filho em um bom lugar.”
E essa é uma oração bonita. Toda mãe deseja isso.
Ela deseja que o filho tenha bons amigos, uma boa
esposa, uma boa profissão, uma boa casa, uma boa igreja e boas oportunidades.
Mas existe uma pergunta que precisa ser feita:
Quem faz um lugar
se tornar bom?
Porque bons lugares não nascem prontos (Gn 2. 8). Uma
boa família precisa ser construída. Uma boa igreja precisa ser edificada. Uma
boa comunidade precisa ser servida. Uma boa sociedade precisa ser transformada.
E aqui aparece uma segunda dimensão da fé.
A FÉ QUE TORNA O LUGAR MELHOR!
“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir,
A fé madura não pergunta somente:
“Onde Deus vai me colocar?”
Ela pergunta:
“O que Deus quer fazer através de mim onde Ele me
colocou?”
Essa é a fé que não apenas procura um bom lugar.
Ela transforma o lugar.
Não espera uma família perfeita.
Ajuda a construir uma família saudável.
Não espera uma igreja perfeita.
Serve para edificá-la.
Não espera uma sociedade pronta.
Assume responsabilidade para melhorá-la.
Não espera circunstâncias ideais.
Começa a trabalhar com aquilo que Deus colocou em
suas mãos.
Essa dimensão da fé é especialmente importante
quando pensamos na responsabilidade masculina. Não porque
homens sejam superiores às mulheres. Não porque mulheres sejam
incapazes de transformar o mundo. Mas porque existe uma dimensão da
masculinidade criada por Deus que precisa ser recuperada: a disposição de
assumir responsabilidade, proteger, prover, construir, liderar pelo serviço e
abrir caminhos. O problema não é o homem exercer autoridade. O problema é
exercer autoridade sem responsabilidade, sem
vicariedade.
Jesus não destruiu a liderança. Jesus redimiu a
liderança. Ele mostrou que o verdadeiro líder não é aquele que exige ser
servido, mas aquele que está disposto a servir.
Precisamos ter cuidado para não transformar essa
reflexão em uma caricatura de homens e mulheres. Homens e mulheres podem
ser protetores, construtores, cuidadores, pioneiros e transformadores. Entretanto,
há uma distinção simbólica importante que podemos perceber nessa
passagem.
A fé maternal
frequentemente pergunta:
“Meu
filho está em um bom lugar, está bem?”
A fé paternal
precisa perguntar:
“Meu
filho está preparado para tornar bom o lugar onde chegar?”
Um tipo de fé
procura segurança.
A outra assume responsabilidade.
Uma pensa em solos,
raízes. A outra pensa em sombra, frutos. Uma deseja preservar o
que recebeu. A outra deseja construir aquilo que ainda não existe. E uma
geração precisa das duas.
A fé que cuida
é indispensável. É ela que ensina a criança a voltar para casa. É ela que cria
memória. É ela que constrói pertencimento. É ela que diz: “Você tem um lugar
para onde voltar.”
Mas existe uma
hora em que alguém precisa dizer: “Agora vá. Construa. Sirva. Trabalhe.
Enfrente. Transforme.” Porque filhos não foram feitos apenas para
permanecer em bons lugares. Foram preparados para levar a bondade de Deus
aos lugares que ainda precisam ser transformados: “Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir
sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e
Samaria, e até aos confins da terra”. (Atos 1. 8)
“E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali
também pregue; porque para isso vim”. (Marcos 1. 38 | ACF)
É por isso que
uma igreja pode ser muito bem cuidada e, ainda assim, permanecer parada.
Pode ter raízes, mas não ter avanço. Pode preservar a história, mas não
construir o futuro. Pode ser saudável, mas não ser missionária. A fé que
preserva mantém a casa de pé. A fé que transforma abre portas para que a
casa alcance e transforme o mundo.
Jesus não
esperou encontrar um mundo perfeito. Ele entrou em um mundo quebrado.
Encontrou
enfermos e os curou. Encontrou pecadores e os restaurou. Encontrou excluídos e
os recebeu. Encontrou discípulos imaturos e os formou. Encontrou uma humanidade
perdida e entregou sua própria vida para redimi-la. Jesus não perguntou: “Onde
está o mundo perfeito onde posso trabalhar?”
Ele entrou
exatamente no lugar que precisava de transformação. Essa é a fé do Evangelho. Não
apenas encontrar um lugar melhor, mas tornar melhor o lugar onde Deus nos
colocou. Quando apenas mulheres ensinam meninos a
pensar, eles crescem e querem construir reinados (o EU vivendo em paz), mas homens ensinam meninos a construir reinos! (A paz em que todos vivemos!)
“Até
que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a
homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos
mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo
engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a
verdade em amor, cresçamos
em tudo naquele que é
a cabeça,
Cristo”. (Efésios 4. 13-15 | ACF)
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| tragédias provocadas por meninos em corpo de homens. |
“O que eu ganho?”
Ele pergunta:
“O que eu posso construir?”
Não pergunta:
“Quem vai cuidar de mim?”
Pergunta:
“Quem Deus colocou sob minha responsabilidade?”
Não pergunta apenas:
“Qual é o meu lugar?”
Pergunta:
“O que acontecerá com este lugar porque eu cheguei aqui?”
Essa é uma pergunta da maturidade masculina.
“E
não sejais conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do
vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e
perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12. 2)
Talvez Deus não
tenha colocado você no lugar que imaginava. Talvez seu casamento não seja
exatamente como você sonhou. Talvez sua igreja tenha problemas. Talvez seu
trabalho tenha dificuldades. Talvez sua comunidade esteja longe de ser aquilo
que você gostaria. Então surge a tentação de simplesmente procurar outro lugar,
outra pessoa!
Mas talvez Deus
esteja fazendo uma pergunta diferente: “E se eu
coloquei você aí justamente porque aquele lugar precisa de alguém como você?”
Há pessoas que
passam a vida procurando ambientes melhores. Há outras que, quando chegam a um
ambiente, fazem daquele ambiente algo melhor.
Essa é a fé que
constrói. Essa é a fé que assume responsabilidade. Essa é a fé que deixa legado. A mãe dos filhos de Zebedeu queria
saber onde seus filhos se sentariam. Jesus queria saber se eles estavam
dispostos a pagar pelo trono que desejavam.
Ela pensava em posição,
Jesus pensava em propósito. Ela pensava em honra, Jesus pensava
em serviço. Ela pensava em privilégio, Jesus pensava em participação.
Ela pensava no lugar que seus filhos receberiam.
Jesus pensava no tipo de homens que seus filhos precisavam se tornar. E
talvez essa seja a pergunta que precisamos fazer aos nossos filhos, especialmente aos nossos meninos:
Não apenas:
“Que profissão você terá?”
Mas:
“Que homem você será?”
Não apenas:
“Onde você vai morar?”
Mas:
“O que você vai construir?”
Não apenas:
“Quanto você vai ganhar?”
Mas:
“Quantas vidas serão melhores porque
Deus colocou você naquele lugar?”
Existem momentos em que precisamos da fé que
procura um bom lugar. Mas existem momentos em que Deus nos chama para uma fé
maior:
A fé que torna o lugar melhor.
A fé que não apenas recebe uma herança, mas
constrói um legado.
A fé que não apenas encontra caminhos, mas cria
carruagens.
A fé que não apenas procura segurança, mas assume
responsabilidade.
A fé que não pergunta somente:
“Senhor, onde vou chegar?”
Mas:
“Senhor, o que será diferente porque eu
passei por aqui?”
Esse é o tipo de fé que Jesus ensinou.
Porque, no Reino de Deus, grandeza não é ocupar
o melhor lugar.
Grandeza é chegar a um lugar e, por meio do
serviço, do caráter, da coragem e da fé, deixá-lo melhor do que o encontrou.
Pense nisso:
“A
fé que apenas procura bons lugares deseja receber um mundo melhor; a fé que
Cristo produz em nós deseja deixar um mundo melhor, cheio de bons lugares.”
Ney Gomes. 19/08/2026.
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